Vinagrete 17.07.19 – O turismo rebaldaria protegido e oficializado

Turistas, fotografia da conexaolisofona.com

Ainda me lembro de ter tirado respeitosamente o chapéu à Catalunha, quando soube que decidira limitar a entrada de turistas. Depois disse-se, não estou seguro de que se tenha confirmado, que Madrid lhe iria seguir os passos.

Entretanto, em Portugal, perante a miséria económica do país, e maior popularização do turismo, e a fuga de zonas instáveis (pelo clima ou pela guerra), havia cada vez mais gente a procurar Portugal. Qualquer dia, temos o País todo como Óbidos, onde, certamente para satisfação de alguns comerciantes (e dos números da economia nacional), quem procurava algum sossego, deixou evidentemente de pensar nisso, e tentou vender as suas casas, e mudar de poiso. Ali não se trabalha para o habitante local, mas para captar ainda mais turistas.

Turismo, fotografia da Opção Turismo

Quando a Câmara de Lisboa, na sua ânsia de taxas e taxinhas, resolveu pôr mais uma sobre os turistas que entravam, o PSD começou a contestar, para depois querer fazer o mesmo nas suas Câmaras. É que os turistas não diminuíram, mas as receitas camarárias aumentarem.

Fala-se agora num aumento de 20% de turistas em Lisboa, relativamente ao Verão passado. É mais gente a vir de países como os EUA,

Canadá, China, Togo, Costa do Marfim, etc. O aeroporto de Lisboa está impossível, e parece que o SEF, diminuído de pessoal, demora horas as entradas – havendo simplesmente a alternativa de deixar entrar gente à balda e sem o mínimo de controlo (como querem os defensores do turismo livre).

Socorro, isto é Óbidos

Vejo que os candidatos do PS às Câmaras de Lisboa e do Porto, Medina e Pizarro, contestaram um projecto legal do seu partido para dar aos condóminos a possibilidade de se pronunciarem (incluindo opondo-se) ao alojamento local, como já fazem relativamente a coisas menores (como a instalação de escritórios ou empresas nos seus prédios). Parece que estes autarcas preferem a desregulação e balda completas – e que ‘se lixem’ os condóminos (já que quem procura o alojamento local, normalmente um turista de menos meios e menor educação, adora fazer barulho e deixar sujidade por onde passa, tornando-se realmente incómodo para quem não vive em estratosferas políticas, como Medina e Pizarro. Em Pizarro a coisa compreende-se, pois ele talvez prefira que ganhe Moreira. Em Medina, é pura ganância pelas tais taxas e taxinhas, que já afogam os lisboetas – e nenhum outro candidato com hipóteses se propõe realmente baixar – e por ver os cidadãos empurrados pelos turistas cada vez mais impossíveis (coitados deles e de nós).

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