Ao falar na expulsão de Espanha da NATO, Donald Trump sabia que a ideia era tão absurda, que não quis ser ele a apadrinhá-la, e expô-la como sendo de outra entidade, no caso o mais credível Pentágono. Só que todas as entidades norte-americanas, por mais credíveis que sejam, mal transparece a influências de Trump nelas, passam a ter a mesma credibilidade que ele, ou seja, nenhuma. Como se tivessem de obedecer a Putin, a Kim ou a algum iraniano. Só que ainda menos credível.
Trump deu tais ideias aos europeus, que mais depressa seria o próprio expulso, que qualquer membro da Europa. Basta falar no cumprimento da Lei Internacional, a que a NATO está obrigada.
Mas se isso é o que ele quer, como parece, dada a alarvidade grosseira da sua posição, bem livre está. Da mesma forma que quem tem de o aturar, em primeiro lugar, é quem o elegeu, para um cargo que não tem qualificações para desempenhar, embora não sejam precisas grandes qualificações, eis quem tem de encontrar maneira de o arredar. Eu só posso dar uma ideia: Se é verdade que ele gosta tanto de dinheiro, e se enriqueceu tanto, ele e os familiares próximos, no cargo, ameacem-no com uma ida às contas.
25 de Abril ~É a minha data. E o cravo encarnado a minha flor. Faz 51 anos, que o dia amanheceu, depois de uma ditadura estúpida de 48 anos, com os capitães de Abril na rua, o povo finalmente liberto, e a enriquecer todo. Muito devemos também, além dos militares de Abril, sobretudo ao Grupo dos Nove, a Soares, Zenha e Alegre. Devemos-lhes, entre outras coisas, não termos caído então numa ditadura comunista e o 25 de Novembro. Devemos-lhes, enfim, ter ficado por trás, a apoiá-los, enquanto eles arriscavam efectivamente os coiros.