Vinagrete 16.05.31

Marcelo irritantemente optimista com alemães

Fotografia do DN

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O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa veio radiante e optimista da visita que ontem fez à Alemanha, por causa da situação económica portuguesa, como nota toda a imprensa nacional. Irritantemente optimista, como salientava Ângela Silva no Expresso Diário de ontem, numa alusão ao que o próprio Marcelo disse do seu ex-aluno e primeiro-ministro António Costa.

Parece convicto de que a Alemanha de Merkell, uma espécie de dona da Europa, não vai querer castigos a Portugal, por o Governo de Passos ter falhado o controlo do PIB – tanto mais que, pelas regras do mesmo Tratado Europeu, a Alemanha também merece um castigo pelos seus excedentes proibidos. Além do mais, esta sanção ia direitinha para toda a acção de Passos Coelho. E também muito da própria UE controlada pela Alemanha. Estou convencido de que o ministro Schauble, quando insistiu no assunto, ou não se lembrava do rabo de palha da Alemanha, ou é tão arrogantemente alemão que nem se preocupa com isso.

No entanto estou em dar razão ao que li ontem num comentador do Público sobre Schauble. O ministro alemão pode ser muito distraído, demasiado arrogante, e não ter razão em tudo, mas tem num ponto: se há intenção de aplicar sanções, estas não devem ser adiadas para favorecer um partido nas eleições espanholas ou de outra país. Até porque em Espanha ainda está no Poder o Partido responsável pelas contas derrapadas. Cá em Portugal é que já não está, e agora a Comissão Europeia, mesmo sem esconder uma certa irritação com a solução de Governo nacional, não deixa de prever para este ano o PIB muito mais bem controlado (prevê a Comissão que o défice orçamental deverá ficar, no pior dos casos, em 2,7%).

Claro que a Comissão ficará péssima no retrato, se impuser estas sanções. E então deverá ao menos deixar de fazer recomendações e aprovações erradas, das que levam a resultados sancionatórios

Claro que Luís Marques Mendes, no seu espaço televisivo da SIC, ao criticar Schauble, estava certamente mais preocupado com as responsabilidades do seu partido, o PSD (mesmo não apreciando talvez Passos e a sua incompetente gente), do que com as incapacidades claras da Comissão, demasiado afogada também em ideologia derrapante e sem concerto.

Esperemos finalmente que a CGD possa ser financiada pelo seu acionista Estado. A não ser que queiram impedir todos os Bancos privados de também serem financiados pelos seus accionistas. Ou então fica claro haver aqui mais uma aposta ideológica na Banca que lesa os contribuintes, e contra a Banca do Estado.

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