A Selecção Nacional não terá jogado ao gosto dos adeptos todos que ficaram a vê-la. Mas jogou, sem dúvida nenhuma, ao gosto do seleccionador. Os elogios que ele fez ao jogo da equipa não eram só para contrariar as opiniões manifestadas pela maioria dos adeptos e dar alento aos jogadores. Estes fizeram um jogo péssimo, e precisavam de o ouvir bem, para não tornarem a repeti-lo. Martinez é do tempo em que um jogo atacante, permitia muitos golos ao adversário. E isso é que ele não quer. Para si é impensável que, ante uma equipa boa, uma Selecção se feche como a nossa fez, perante o Uzebequistão. No entanto, é o que faz uma equipa excepcional, que merece ganhar um Mundial.
O problema foi ele ganhar jogos com a sua tática (de pedir licença a a todos os santos, antes de avançar lentamente pelo campo dos adversários). Porque conta com jogadores excepcionais. E Ronaldo que, com a sua avançada idade, tem uma clara ascendência sobre os colegas, sabe-o. E podia convencê-los de que, com um grupo tão bom excepcionalmente reunido, valia bem a pena borrifarem-se para o seleccionador, como única forma de chegarem mais longe. Senão, por muito bom que seja o guarda redes, acabarão por levar um golo a secas, de uma Colômbia qualquer. O problema é que nenhum outro seleccionador poria Ronaldo a jogar tanto tempo, nas actuais circunstâncias.
Nem é assim tão fantástico como pensa, embora não discuta o seu labor, e valor. Necessitou 6 mundiais para igualar Eusébio num só.