Houve uma certa direita, que provavelmente nem votou em Marcelo nem nunca votará, muito desiludida com o seu discurso, sobretudo por não convocar mais eleições antecipadas, nem sequer obrigar o Governo a demtir-se. Mas essa é a fraqueza de Marcelo, deixada ontem bem em evidência. O mal terá sido ele ter antes ameaçado tanto.
Mas quem o acusava de falar demais, calou-se depois do resultado das últimas eleições, as presidenciais e as legislativas.
Marcelo disse que ia estar mais atento ao Governo. Mas não tem estado sempre? O que irá acabar de vez é a sua cumplicidade com o PM.
E o PM, que tem visto ignorada a sua acção governativa pelos outros partidos (que se propõem ir a eleições sem se darem sequer ao trabalho de apre4sentar alternativas, mesmo o que tem mais hipóteses teóricas de chegar ao Governo), mais interessados nos casinhos em que baseiam a sua oposição. No entanto, é pouco prov sua volta passee, esperando que a tempestade mdeixar o partido mesmo o que tem mais hipável que ele convoque eleições, sem ter um partido seu próximo que as ganhe. E Montenegro nem cresce, nem parece disposto a deixar o partido para outro.
Talvez a actual situação acabe por não ser má, com o PR a assumir completamente a oposição ao Executivo. Mas o PR não tem condições para assegurar por si um futuro, mais ou menos radioso. Apenas de levar o PM a encher-se de brios.
Quanto a Galamba o que fará? Talvez só o que fez Medina, esperando que a tempestade à sua volta passe, e acreditando nas suas possibilidades como ministro, mesmo ignorado ou hostilizado por todos.
Entretanto, parece muito significativo ninguém da bancada parlamentar do PS aparecer a comentar o discurso de Marcelo.