Vinagrete 23.01.04 – Moderníssimo Ratzinger

Quem quer apresentar o cardeal Ratzinger, ou o Papa Banto XVI, como expoente conservador da Igreja, engana-se redondamente: e aparecem tantos conservadores a quererem pô-lo no lugar deles, como modernos a colocarem-no no lugar dos conservadores.

            É preciso recordar que foi ele e o seu na altura cardeal, de Munique, e o espanhol Tarancón quem mais se destacou no Concílio Vaticano II, deixando a Igreja irreconhecível pelo seu Modernismo, e levando por exemplo Cerejeira a queixar-se muito posteriormente deles e do concílio. Como se deve lembrar que, já convidado por João Paulo II, para o cargo que lhe deu o epíteto de Pastor alemão, onde era tido como o Inquisidor-Mor do mundo, na despedida da sua diocese alemã, reportada pelo seu biógrafo oficial e devidamente autorizado, no livro O Sal da Terra, defendeu abertamente o casamento dos padres. Já Papa, começou por recuperar os teólogos que tinha afastado no Pontificado de João Paulo II, e abriu o contra-costume da Igreja, de entregar às autoridades civis e combater claramente, a pedofilia dos padres. Já estava livre do principio da obediência a outro Papa.

            É certo que, depois dos excessos do Maio de 68, se modificou bastante como professor moderno. Como será certo que sempre preferiu a designação de padre moderno à de padre progressista. Mas esteve sempre do lado de uma Igreja moderna. Foi mesmo essencial, para ter como sucessor o actual Papa Francisco, que já fora muito votado no consistório que elegeu Bento XVI, e então recusara a nomeação.

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