Vinagrete 22.03.28 – Substituir Putin

A partir do momento em que Putin pôs a hipótese de usar o armamento nuclear (e não tê-lo apenas parado, como meio de dissuasão), imagino que todo o mundo terá sentido a necessidade absoluta de o ver substituído. Claro que o mais vantajoso seria um golpe de Estado local que o substituísse por alguém mais responsável, até porque os americanos não têm  sido nisso (‘descobrir’ dirigentes políticos para outros países) muito fiáveis. Por outro lado, até de um russo se esperaria mais verdade quando falasse, e não a retórica própria dos regime fracos árabes (como quando garantia que não iria invadir a Ucrânia ou agora, reconhecendo a derrota, focar-se só no Leste).

            A mim parece-me que quanto mais tarde se fizer uma intervenção internacional agora contra Putin, pior (e não acho que tenha havido gafe nenhuma de Biden, mas  apenas o seu aumentar de críticas naturais a Putin). Mas os serviços de Inteligência dos EUA e da NATO estarão em melhores condições do que eu para saber qual o momento exacto e melhor para a Operação anti-Putin (que acabará por funcionar como pró-russa). E a NATO lá tem ido avançando na zona. A mim parecer-me-ia que o excesso de corrupção local impede a Rússia de ter o armamento nuclear que diz e alardeia. Mas a minha informação será certamente má. Putin, que já dá por perdida a guerra em que meteu os russos, nem se importa agora de deixar a Ucrânia toda destruída, para ser o Ocidente e pagar a reconstrução, desde que não seja ele a arriscar o corpinho para deixar a destruição. E os pilotos que aparecem a contar que eram  3 aviões ucranianos a pôr 24 aviões russos em fuga, se não  era essa a diferença devia ser parecida, para mostrar que os meios superiores russos nesta guerra têm sido insuficientes.

            Eu penso que a retórica de Putin é necessariamente própria dos fracos. Mas também percebo que muitos europeus, nomeadamente os grevistas pelos aumentos que a guerra está a provocar, são pouco sensíveis à necessidade de intervenção. Talvez prefiram, os camionistas (os espanhóis, por exemplo), como uns de má memória, ir vergando a espinha enquanto podem, sem perceberem que depois será tarde demais, mesmo de um ponto de vista covarde (como parece ser o deles).

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