Vinagrete 20.03.25 – Política e Coronavírus

Vi que, segundo uma sondagem académica para o Expresso e a SIC, António Costa está muito bem e consensualmente valorizado (com dados estratosféricos de 75% para uma democracia) como líder nacional, por causa do Coronovírus. Mesmo à frente (embora só por 1%, é significativo) do popularíssimo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que se pôs a dar maus exemplos de beijarada, em plena época de contaminações, e teve depois de ir para uma estranhíssima quarentena.

Política e Coronavírus, RTP

Sou dos que pensam que não estamos em épocas de divergências, mas de consensos, e de seguir as autoridades. Talvez isto não seja uma guerra, mas a reacção tem de ser muito parecida. O próprio Aventura (ou como se chama), um especialista em falar de futebol com palavras acesas que se meteu na política com um partido seu (O Basta?), o percebeu, ao retirar uma proposta de revisão constitucional para combater o Coronavírus, e decidir seguir as autoridades nestes tempos difíceis. Deixou o CDS a falar sozinho (ou quase) contra essas autoridades, como se fosse um Bolsonaro ou um Trump, mais interessado em votos do que em combater o vírus agressivo e global.

Aproveito para destacar o trabalho de outras profissões, para além das da Saúde, nesta luta – como as dos supermercados e afins. Menos reivindicativas, como se todos lhes devêssemos mais do que aos outros (astais da Saúde que se têm mostrado muito reivindicativas) –, não deixam de se arriscar diariamente, talvez até mais (pelo menos, com menos material de protecção à vista), para servirem o público, nestes momentos difíceis e de desconhecimentos. Com isto, não quero deixar de valorizar o trabalho dos profissionais de Saúde, mas apenas alertar para que há mais profissões a zelar por nós, e em piores condições. Afinal, somos o país empobrecido que sabemos, mas mantemos uma Saúde pública de ricos.

Entretanto, a imprensa parece encantada por dar voz a qualquer crítico, que já se viu não corresponder ao sentir da população. E o líder do CDS, oferece-se à popularizada tropa, como voluntário, esquecendo a importância do seu papel político. Pelos vistos o CDS não vai endireitar-se desta (o seu presidente será dos piores, talvez pela falta de maturidade, mas o líder parlamentar, bem mais maduro, não se tem mostrado nada melhor. O Basta tem cada vez maiores probabilidades de o ultrapassar. O que vale é que a maioria da Direita se mostra mais identificada com o PSD de Rui Rio, e nesse aspecto podemos ficar descansados. Ao contrário de outros, ultimamente o PSD soube escolher, e deixar esquecido o seu pior tempo.

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