Vinagrete 20.03.04 – O sucedâneo fantástico de J. Ribeiro

Dizia Henrique Sá Pessoa, o chefe bem estrelado pela Michelin que agora ocupa também um espaço televisivo no Canal 24 Kitchen (suponho que o mesmo do mítico Bourdain), que é mais fácil aparecer por aí gente a fazer ceviches (como o demasiado valorizado Kiko) do

Bacalhau à Gomes Sá, Sapo

que um bom Bacalhau à Gomes de Sá.

E eu lembrei-me logo do sucedâneo deste último (não vamos usar indevidamente nomes bem estabelecidos como agora parece ser moda desses que se acham ‘criadores culinários’) feito no Aviz pelo célebre Mestre João Ribeiro.

Ele, nascido lá por S. Pedro do Sul em 1905, foi parar ao Aviz em 34, depois de muitas bolandas, e ali ficou como chefe, entre 36 e 61 (a época em que durou o hotel onde está hoje um Sheraton). Muito elogiado por Quitério, foi o único chefe de cozinha que no Séc. XX teve direito a ser chamado Mestre, segundo nos garante a Maria de Lourdes Modesto.

Julgo que a grande diferença do seu bacalhau em relação ao verdadeiro Gomes de Sá, inventado por um comerciante do Porto com esse nome, era ter batatas fritas em vez de simplesmente pouco cozidas para terminarem assadas. Mas valeu bem a pena o acrescento no sucedâneo, embora ficando por um bom original já não fiquemos nada mal.

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