Vinagrete 19.09.25 – O colonialista Bolsonaro na ONU

Cada vez disfarça menos a sua atitude colonialista relativamente aos nativos do Brasil. Desta vez, ignorando completamente os seus representantes, bem como as suas queixas (designadamente, sobre os incêndios com que lhes querem ocupar as terras), foi fazer um discurso inconcebivelmente colonialista na ONU, anteontem, em que levou uma nativa que contraria as hierarquias democraticamente designadas do seu povo.

Bolsponaro na ONU com Guterres por detrás. Globo

Portugal não deixou de facto nenhuma colónia exemplar, com excepção de Cabo Verde (em que o tipo de povo pode fazer bater-se aquele território com o resto inteiro de África. Mas, no Brasil, até a Revolução Republicana parece ter sido transviada. Salvaram-se os tempos de Fernando Henrique Cardoso e Lula da Silva, mas tudo indica ter sido um acaso passageiro. Os mais duradouros, são os ditadores militares, incluindo Bolsonaro, mesmo que eleito.

Já vimos por aí fora, e há muitos anos, as eleições darem cada espécime, que o melhor é preparar as democracias para não sofrerem demasiado com estes espécimes, adorados por grande parte da população

(como já aconteceu na Alemanha e em Itália, e volta hoje a acontecer na Itália, na Hungria, na Polónia. No Reino Unido, nos EUA e no Brasil). As democracias também têm os seus defeitos. Mas, como dizia Churchill, é o pior de todos os regimes políticos, fora os outros até agora conhecidos.

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