Vinagrete 19.06.03 – Crise da Oposição de Direita

Longe de mim a ideia de responder a umas observações óbvias de Marcelo Rebelo de Sousa, na Fundação Luso-Americana, como fizeram, talvez ao lado, e sem falarem a direito, Rui Rio e Assunção Cristas.

RTP

Assunção Cristas pode ser um caso mais grave, porque já era um partido pequeno e vai continuar ainda mais pequeno, e porque caiu num insulto barato ao que os portugueses (pelos vistos também estrangeiros, como os da UE) consideraram uma situação melhor do que no seu Governo. E falava, falava, falava, sempre a falar, como a tal picareta falante a que outros se referiram antes por algo do género.

Rio respondeu completamente ao lado, querendo alargar a toda uma crise de regime as suas dificuldades em chegar ao Governo.

Ora já há mais de um século um escritor tinha constatado que na democracia constitucional portuguesa os partidos não ganham os governos –a não ser que os governos percam por si.

É portanto só esperar que este Governo perca, ou fazer alguma coisa para que isso aconteça (mas sem lhe dar mais força, como tem sucedido).

Uma maneira de se perderem, é fazer, como quer Costa e Cristas, que os seus partidos adptem políticas populares que lhes são estranhas. Não há dúvida de que os defensores de certas políticas muito populares precisam de quem os represente. Mas vão sempre preferir a frescura original, do que os esforçados imitadores – como se tem visto.

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