Vinagrete 18.04.03 – Mulheres

Quando se fala em igualdade de homens e mulheres, lembro-me sempre de eu muito novinho, armado em feminista, ser admoestado por uma senhora de esquerda, que me dizia com o seu ar teatral: «Eu exijo o direito à diferença!». Talvez seja essa a posição mais lógica: a dignidade das mulheres, com todos os direitos, incluindo à diferença.

direitos.pt

Vem isto a propósito de imaginar que em todo o mundo, apenas as civilizações ocidentais começaram a reconhecer muito recentemente os direitos das mulheres. Nos meus sessenta e poucos anos, ainda me lembro de educações bem diferentes, que se traduziam em direitos e obrigações distintos. Isto significa que na maior parte do mundo as mulheres, como bem vimos nalguns lugares (África e Ásia, por exemplo) estão muito mais atrasadas.

E em relação a algumas coisas há mesmo diferenças, a que todos devemos ter direito – contrariando muitos igualitaristas. Estou agora a lembrar-me de um aspecto, em que no Ocidente ninguém aceita diferenças teoricamente, mas na prática sempre as reconhece. Por exemplo, quando andamos de carro, sempre que vemos uma asneira grossa, ou alguém a andar mal, dizemos (incluindo as mulheres) que é de certeza uma mulher. E quase sempre é mesmo. Bom, é realmente ‘quase’.

Ainda há dias, um carro veio à louca para cima de mim, e dei comigo a pensar que era uma mulher. Pus-me a andar depressa para apanhar o outro carro e confirmar: era mesmo uma mulher. Nos cruzamentos, em que hoje poucos respeitam as prioridades, ainda assim são as mulheres que mais disparatam. Quando vou a atravessar a rua numa passagem de peões com natural prioridade de peão, e vejo um carro vir para cima de mim, é quase sempre uma mulher. Claro que há este ‘quase’, a lembrar-nos que não é um exclusivo, e que embora menos, também há homens asneirentos ou mal criados. E como ouvi alguém dizer, e acredito piamente, as mulheres também têm menos desastres de viação (outra diferença).

Enfim: mais ‘pelo direito à diferença’ do que ‘pela igualdade’ pura e simples – embora reconhecendo todos os direitos. E embora preferindo os avanços tardios ocidentais do que outros que ficaram lá para trás.

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