Vinagrete 18.02.08 – Ministério Público burocratizado

Saltou por aí um coro de indignação, por o Ministério Público ter tratado de forma demasiado burocratizada uma queixa de violência doméstica (e mal sabiam eles a atenção que a Imprensa estaria disposta a dar ao assunto), permitindo assim que o dito violento de que

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se fizera queixa acabasse por matar a mulher várias vezes antes violentada.

O que eu pergunto é isto: alguma vez o nosso Ministério Público, com os seus procuradores, procuradores-chefes e procuradores-gerais tratou algum tema de forma não burocratizada. Mesmo os mais mediáticos, com aviso anterior para a imprensa? Haverá algum elemento do Ministério Público que possa ter-se dedicado a tarefas maiores, como por exemplo a investigação, em vez de meras funções burocráticas? Vá lá, admitamos que no máximo, sabendo que não conseguem fazer nada com os seus métodos que leve a condenações judiciais, e não conhecendo outros métodos mais trabalhosos (ou evitando-os), talvez se limitem a deixar cair para os jornais algumas calúnias sobre terceiros, como forma de os castigar perante uma opinião pública sedenta de escândalos.

Por alguma razão, aqui pelo Ocidente, usam algum inesperado investigador não burocrata do Ministério Público como herói de ficção. Significa isto que se trata de uma excepção completa à regra.

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