Vinagrete 17.10.24 – Contra as emoções, marchar, marchar!

Volto a insistir neste ponto: a minha preferência pelas democracias indirectas, orgânicas ou liberais (como agora se chamam mais) é evitar a tomada de decisões manipulada por emoções à flor da pele. A mesma razão que me leva a rejeitar justiças populares imediatas

Costa apresentou sábado medidas do Conselho de Ministros sobre incêndios, fotografia da RTP

(também não defendo o excesso de dilacção da Justiça nacional).

Isto vem a propósito dos incêndios, onde o Presidente da República mostrou o seu melhor (a forma como se uniu aos populares e assumiu o papel de consciência nacional) e o seu pior (a maneira imediatista de tomar decisões que se irão revelar desapropriadas quando passar o motivo emocional que as provocou).

Aparentemente, até António Costa se sentiu obrigado a ceder desta vez às instâncias presidenciais imediatistas. Não era por isso que chamavam a Jaime Gama ‘peixe de águas profundas’. Parece que ele conseguiu sempre abstrair-se de todas as pressões imediatistas – coisa de que Costa já não foi capaz. Está a tornar-se numa espécie de Passos Coelho ou Assunção Cristas. E assim não me parece que vá longe, nem que o País ganhe com isso.

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