Vinagrete 16.12.02 – O regresso do 1º de Dezembro

1º de Dezembro, fotografia do Sol

1º de Dezembro, fotografia do Sol

Primeiro, saudar o regresso de mais este feriado, no caso um civil, depois de 3 anos de ausência. E regozijar-me por saber que estiveram os poderes do Estado na sua comemoração, a começar pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa. Depois, prestar a minha homenagem às 2 grandes figuras que fizeram por o realçar depois do 25 de Abril, Vera Lagoa primeiro, e José Ribeiro e Castro depois. Não falo dos patrioteiros do anterior regime, que felizmente não conseguiram deixar-me inconciliado com a data. Se for apenas para os

Mais 1º de Dezembro, fotografia da SIC Notícias

Mais 1º de Dezembro, fotografia da SIC Notícias

portugueses terem um suplemento de descanso, com mais tempo para leituras, passeios e outros entretimentos já não é mau. Mas presume-se que as pessoas melhor qualificadas e curiosas também procurarão saber um pouco mais sobre a efeméride.

Passos Coelho, a quem tudo corre mal, 1º Dezembro, CML, CGD, dados económicos, etc., fotografia do Público

Passos Coelho, a quem tudo corre mal, 1º Dezembro, CML, CGD, dados económicos, etc., fotografia do Público

Se vamos a factos, não podemos esquecer a defenestração de Miguel Vasconcelos, símbolo do Poder castelhano, no edifício que é o dos Paços do Concelho. Hoje a defenestração não seria tão bem vista como arma política. Sorte a do principal responsável pelo fim do feriado, que seria neste momento o principal objectivo de defenestração, mais pela sua ignorância cultural, do que por simpatias castelhanas. Ignorância cultural e económica, porque afinal o actual Executivo, segundo os dados europeus e do INE, consegue melhores resultados com os feriados do que o anterior sem eles. E não consta que o seu fim tenha melhorado a competitividade, ao

Felipe VI de Espanha em Lisboa, fotografia da zap.aeiou.pt

Felipe VI de Espanha em Lisboa, fotografia da zap.aeiou.pt

contrário do que pensava muito boa gente (crente numa certa lógi-a-ilógica).

Entretanto, por coincidência apenas, mas feliz coincidência, os Reis de Espanha estiveram em Portugal nas vésperas da data. E por outra coincidência também, o actual Rei chama-se Felipe, como os 3 espanhóis que cá reinaram em suposta União Real (uma Coroa com 2 Estados separados). Felipe IV não o entendeu tanto, e por isso foi à vida. E agora Felipe VI até esteve nos Paços de Guimarães, berço da nacionalidade portuguesa, frente à de Leão (antecessora de Espanha). Os portugueses, pelo seu lado, souberam ser republicanos, quer nas ruas (onde saudaram com maior entusiasmo o popularíssimo Presidente Marcelo), quer no Parlamento (onde de diferentes formas muitos deputados assinalaram o seu republicanismo e anti-monarquismo, sem necessitarem de ofender pessoalmente Felipe VI, nossa visita e nosso convidado).

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