Vinagrete 16.07.18

Cuidado que vêm aí os trampas

Convenção Republicana de Cleveland, fotografia de swissinfo.ch

Convenção Republicana de Cleveland, fotografia de swissinfo.ch

Fotografia da Veja

Fotografia da Veja

Fiquei-me com esta, de chamar ‘trampa’ ao Trump, citando um divertido colunista do DN, mas com a certeza de que o pequeno prazer não afasta o perigo. Afinal, ainda não há muitos anos, os EUA elegeram um Bush filho Presidente – e o homem deixou o mundo de pantanas, embora algumas pessoas, não querendo atacar nada que cheire a direita convencidas de que essa é uma forma (e não é, obviamente) de melhor defender a dita direita (que felizmente vai muito para além dos Bushs e trampas desta vida, e teve inclusive um digno e estimável Bush pai).

Vem isto a propósito da Convenção do Pardito Republicano que se inicia hoje em Cleveland, para coroar de maneira bastante coxa o tal Trump como candidato da Direita americana (a mais inteligente já se sabe que opta pela senhora da Wall Street, a Hillary Clinton, que apesar de alguns podres, sempre denota alguma sensatez). Mesmo assim, Trump conta com o apoio eleitoral de 41% de eleitorado fixo (é demasiado, mas até agora não tem subido, o que seria bom). Claro que não podemos depositar o nosso optimismo nestas sondagens, porque a creditar nelas Bush filho também nunca teria sido Presidente, e não seria talvez possível pôr assim o Médio Oriente de pantanas, mais o chamado capitalismo financeiro ocidental.

E depois, sabe-se como o eleitorado tem tendência para se deixar embalar em retóricas populistas e demagógicas, como

Trump e Pence, fotografia da CNN

Trump e Pence, fotografia da CNN

quando Trump em vez de se considerar corresponsável pelos atentados raciais dos últimos tempos, ainda se dá ao luxo de falar em ‘falta de liderança’ de Obama (Deus nos guarde ao menos com essa falta de liderança, e nos guarde sobretudo das noções de liderança trâmpicas).

Problema maior: todas as sondagens que mantêm Trump nos estratosféricos 41% (não chegam para ganhar, mas mostram haver muita gente mentalmente débil) foram feitas antes do anúncio de um republicano crítico de Trump, Mike Pence, governador do Indiana, como seu vice-presidente (certamente imposto pelo Partido e contra a vontade do candidato, mas aumentando-lhe as hipóteses de sucesso). E a grande maçada destas eleições americanas é que, embora só votem os norte-americanos, afectam-nos a todo o mundo.

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