Rui Vilar volta à CGD

Fotografia bde TVI24
Cada vez acredito menos na necessidade de especialistas com experiência feita para dirigirem determinado sector. Vem isto a propósito da notícia de que Rui Vilar, e Leonor Beleza, vão para vice presidentes da CDG. Provavelmente seriam chumbados pela CRESAP, por falta de experiência no sector (Vilar acabou por tê-la como presidente em tempos da Caixa). Mas quando foi lá pela primeira vez também não a teria.
Pessoalmente, sou um dos entusiastas de Jardim Gonçalves e do seu BCP. Claro que Jardim Gonçalves era um homem da Banca, e de experiência feito. Mas contrariou o que era normal, para nos dotar com um Banco excepcional, de que ainda gozei uns bons anos. Pode ter muitos defeitos (agora dizem que sim), mas para clientes e accionistas foi fantástico.
Estou a lembrar-me dos 14 anos que vivi em Madrid e em que não consegui ter um Banco satisfatório. Percebi agora que estava mal habituado por um serviço inventado por Jardim Gonçalves, e posto em prática no BCP.
Em Espanha, depois de passar por todos os bancos, acabei cliente da secção espanhola da CGD. Aproveitando as melhorias que lhe introduziu Vilar. E aqui nem tenho nenhuma razão para gostar dele, a não ser as objectivas de cliente bancário. Porque quando ele foi presidente da Gulbenkian, concorri ao lugar de director de comunicação, e disseram-me que tinha sido o mais bem classificado, mas rejeitado pessoalmente por ele – que já tinha outra pessoa em mente para o lugar, e optou por ela. Portanto, insisto, nenhuma rezão pessoal me move por ele.
Mas vendo agora que todos os Bancos portugueses seguem a escola espanhola (mesmo os dominados por angolanos devem seguir a via mais fácil e conhecida), ponho todas as esperanças num banco à moda da CGD no tempo de Rui Vilar. E bem preciso dele.
Quanto a Leonor Beleza, também não é banqueira, mas será cliente, e daí só espero benefícios. Imagino que o cargo breve de consultora do banco de Portugal não adiantará nem atrasará (porque as asneiras a que o banco de Portugal nos habituou serão mais responsabilidade de Carlos Costa)
E depois, para banqueiro, temos o novo presidente, um tal António Domingues, que vem de ex-vice-presidente do BPI, onde deve ter tido uma bela escola com Santos Silva e Fernando Ulrich – também formados como banqueiros no BPI, sem vícios de outras bandas que se conheçam (ou que eu conheça). Para quê a CRESAP?