Vinagrete 16.05.10

Os desvarios das democracias

Fotografia de redstate.com

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Sabe-se que Hitler chegou ao Poder através do voto democrático, embora apenas com cerca de 30% de apoio eleitoral (ainda assim o maior apoio conseguido nessas eleições) – acabando imediatamente com a democracia, e passando a eliminar inimigos, e a prosseguir o Holocausto, como certamente se previa, e para o que teve na altura (por razões que não vislumbro mas haverá) o suporte activo do povo alemão.

E agora voltam a estar de moda os desvarios democratas, com votos excessivos na extrema-direita populista, ou em figuras a contas com a Justiça (há exemplos suficientes por cá, para ser preciso apresentar outros. No Brasil, apesar do ‘impeachment’ agora anulado (também veremos as verdadeiras razões – ‘um vexame após o outro’, como disse Joaquim Barbosa, ex-Presidente do Supremo Tribunal do Brasi) que avançou com o Mensalão), assistimos a uma orgia de corruptos a perseguirem as únicas pessoas da política não corruptas ou sem evidências disso (como Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva ou Dilma Rousseff), havendo até um deputado que deu em elogiar no Parlamento um torcionário da ditadura, pelas suas acções de torcionário (e sem nada lhe acontecer). Mas talvez (talvez mesmo?…) tudo tenha voltado ao mesmo, porque o revogador do ‘impeachment’ revogou-se depois a si prºoprio.

A subida eleitoral de partidos populistas e não democráticos (alguns até democráticos) tem sido alarmista por esse mundo fora, e talvez instada também pela inconsciência obsessiva dos partidos democráticos. Trump varreu as primárias dos republicanos americanos a dizer alarvidades racistas (mesmo que a razão maior tenham sido as posições económicas contra o sistema de mercado), e apresenta-se agora como candidato à Presidência do País, prevendo-se que obtenha uma votação razoável mesmo que perca. Finalmente, as eleições nas Filipinas acabam de ser ganhas por um candidato que devia estar na prisão mas em vez disso vai já rever a Constituição, e que defendeu na campanha eleitoral os esquadrões da morte e as execuções sumárias (que podem por engano calhar a qualquer um). Mas enfim, o povo parece sedento de mudanças, e não olha a maios para as conseguir – ou olha e ainda é pior…

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