Vinagrete 26.07.07 – Daqui a 4 anos há mais

Ninguém antesacreditava que Portugal ganhasse a Espanha, com este seleccionador. Alguns, por se lembrarem do excesso de nacionalismo espanhol. Outros, por simplesmente não acreditarem nas táticas dele, com os jogadores sempre a avançarem devagar para a baliza adversária pedindo licença a toda a gente, e dando tempo aos outros jogadores de fecharem bem a baliza.

O mal foi ter uma equipa tão boa, que conseguiu ganhar  alguns jogos mesmo assim. Outra coisa que mostrava ele não estar talhado para esta vida, era a sua ânsia de, em questiúnculas sem verdadeira importância, querer ir atrás do que se dizia, sem pensar ou comandar.

            Claro que estava nas condições perfeitas para saber que Ronaldo mão estava pronto para jogar os 90 minutos, mesmo que o próprio não quisesse percebê-lo. E embora tenha sido advertido por todos, como havia quem não o conseguisse ver, nesse ponto não cedeu. E nós tivemos de arcar com o resultado da teimosia de ambos. Pois Ronaldo, achando que o País lhe devia muito, fez-se pagar bem caro. É da maneira que já não lhe devemos nada.

            O PM também disse por ali umas banalidades, frente ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, que deu uma ideia clara do Portugal que ele quer e defende – que é bem distinto do que querem e defendem os restantes portugueses.

            Quando vimos os jogadires nacionais a correr um pouco, ainda pensámos que a coisa ia acabar bem, pois estariam a borrifar-se para as instruções recebidas. Depois, foi chamado a entrar o ferrabrás do Conceição, e acreditámos que a correria dos jogadores não seria contrariada. Mas quando vimos Ronaldo continuar em campo, apesar dos numerosos falhanços, e Gonçalo Ramos permanecer no Banco, mesmo antes de o árbito apitar o final do jogo, ficámos com a segurança de que os espanhóis tinham vencido.

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