Vinagrete 17.09.01 – O acordo político

Fotografia do Expresso

Ninguém tem já dúvidas de que António Costa é especialista em conseguir grandes acordos políticos que mais ninguém é capaz de fazer. De maneira que, quando ele volta a propor um acordo ao PSD, eu não me areveria a desvalorizá-lo tanto como Marques Mendes. Acredito, obviamente, que BE e PCP preferem manter o PSD de fora de qualquer compromisso em que eles estejam metidos. E que preferem também não verem vir dali algum acordo alternativo a eles.

Tenho para mim, desde a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa, que será ele a voltar a fazer um centro Direita enfrentar, e provavelmente, vencer Costa. Mas também estou convencido de que só avançará quando o PSD tiver uma direcção já sem Passos Coelho – que terá sido para ele muito decepcionante e socialmente pouco central. Marcelo não alinhou ainda na nova vaga da direita liberal vinda da extrema-esquerda, hoje muito representada num órgão como o Observador Digital. Preferirá um Centro Direita católico e social. E para lá nos levará quase de certeza, se ainda houver gente no PSD que o ajude. E se o CDS continuar sem peso verdadeiro (e votar a ser forçado, como no tempo de Portas, a de um dia para o outro trocar o liberalismo pela democracia cristã dos seus fundadores – nomeadamente, Freitas e Amaro da Costa –, só para entrar no Governo de Barroso (como aconteceu na época).

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