As sanções sem Sanção

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Rui Tavares, no Público, brincou com as cedilhas das palavras, que podem dar Sansão (e Dalila) ou sanções (europeias). Mas o assunto não me parece ser para brincadeiras, pois pode dificultar a recuperação económica de Portugal.
Já não é muito lógico que responsáveis políticos do centro moderado, tanto de esquerda como de direita (não se esqueçam daquele holandês supostamente socialista, de nome impronunciável, que anda sempre nas reuniões financeiras da UE), insistam um receitas económicas ideológicas, por muito erradas que elas sejam. E isto, que paira aí nos ares destes tempos, parece-me malíssimo.
Depois podia atirar-me aos dirigentes europeus que acarinharam tanto as medidas do anterior Governo, durante 4 anos, e
agora querem sancioná-las, por falta dos resultados pretendidos. Até podem vir com a explicação de que, ao quererem ir mais longe do que dizia a troika, os governantes nacionais de então acabaram por atingir resultados imprevistos e desagradáveis, Mas, na altura, acarinharam-nos. Reconheço que acarinharam menos as políticas eleitoralistas. Mas também não as denunciaram com o devido vigor de quem achava (como hoje se vê que acha) aquela equipa incompetente. Coisa que a Mª Luís Albuquerque não entendeu, nem entenderam, nem entendem os líderes do PSD e do CDS, afinal os principais responsáveis por politicas a todos os títulos erradas e de grande insensibilidade social..
E agora finalmente, que as próprias previsões negativas europeias admitem que o PIB vai ficar nitidamente abaixo dos 3%, mesmo com um Brexit pelo qual terão havido demasiados responsáveis, é que vêm maçar com as sanções. Parece que só aceitam não as impor se este Governo se comprometer com medidas erradas, e de grande insensibilidade social, que levem a novas sanções, do género das do anterior Executivo.