Temos visto como a liberdade de expressão, que é só uma e simples, tem servido para atacar adversários políticos, de forma torpe e outras torpezas. No entanto, ninguém é mais sensível a isso, do que os jornalistas portugueses, que viveram antes do 25 de Abril.
O que adianta um jornal querer denunciar um atentado à liberdade de expressão, pondo no mesmo saco uma presidente de câmara que pede a um jornalista abusivo que informe publicamente sobre a sua agenda política, ou uma ministra que impede (sem o assumir) a divulgação de documentos do Estado, sujeitos à Lei da Cidadania?
Neste caso, até uma criancinha iletrada perceberia que há um verdadeiro atentado à liberdade de expressão. Naquele caso, é o jornal que pede, a favor de um jornalista discutível, o dito atentado, da mesma maneira que o Chega pediu, em tempos, que se fizesse, para o seu líder ladrar à vontade, contra toda uma comunidade distinta dele.