Vinagrete 26.04.11 – Mundo pelo Irão, contra Trump

A generalidade das pessoas por esse mundo fora está pelo Irão, na guerra que o enfrenta aos EUA, só para estar contra Trump. Os militares que vão às TVs, pelo menos os que realmente interessam, têm sido uma voz isolada nisto. Deixemo-nos de subterfúgios. Os EUA sempre são uma democracia, bem diferente do Irão, que têm muito mais a ver com a Europa actual. Trump passa, e os EUA ficam. Compreendo a irritação geral com Trump, mas por ter posto o Irão com muito mais poder do que tinha antes.

         De facto, ele é o primeiro a reconhecê-lo, embora não o diga, e use aquela retórica dos falsos vencedores, própria dos estúpidos, de não reconhecer uma simples derrota, que parece funcionar com o seu eleitorado mais fiel, sempre pronto a acreditar em tudo. Daí ter enviado Vance, o único da sua entourage que terá tido uma coragem especial (porque não se lhe opôs), para discordar da guerra.

         Esta necessidade que Trump tem de fazer uma retórica de vencedor, é que torna tóxicos os seus apoios, e o impede de recuar para uma posição mais segura na guerra. Quanto aos seus apoios tóxicos, estarão já bem à vista na Hungria, assim como estiveram no caso de Bruce Springsteen. A guerra tardará mais, mas só um pouquito, a constatar.

         O mundo rejubilou, aparentemente sem razão, por os israelitas estarem á frente da guerra, não a deixando apenas nas mãos de Trump.

         E o que deve a UE fazer? O que Portugal já fez, aparentemente bem, por uma vez: pôr-se ao lado das tropas britânicas, se possível com as canadianas, as australianas e as japonesas, tentar fazer melhor o que os EUA  fizeram mal, e mostrar ao mundo que a Europa tem capacidades próprias.

Com a certeza só de uma coisa: o Irão não pode ganhar nada com esta guerra.

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