Donald Trump, imbuído de um enorme ego só comparável à sua estupidez natural (tão natural, como é costume nos egos enormes), estava longe de ser imaginado a fazer um mea culpa. Mas foi isso precisamente o que fez, borrifando-se para se o seu eleitorado reparava, ao ver-se a braços com uma intervenção militar, tão feita trouxe mouche, que agora lhe é difícil sair dela como gostaria. E vai de ameaçar a NATO com um futuro difícil e sombrio, supõe-se que com a saída do seu país, se não aceitar participar nas suas guerrinhas.
Por muito que custe ao secretário-geral, o maior amigo que Trump terá na Europa, a seguir a Putin e a Órban, o mais correcto que a NATO poderá fazer, é assumir uma posição semelhante à definida por Rangel, para Portugal. Numa palavra, borrifar-se para Trump. Caso contrário, será necessário assegurar-se que as tropas a enviar pela NATO nunca ficarão sob o comando de Trump. Pois é bom ter tropas a combater por nós, mas quando não há risco para o próprio canastro, deve ter-se mais responsabilidade para com o dos outros, o que nem sempre é bem entendido, sobretudo por quem julgava as suas tropas invencíveis. Ao ponto de nem sequer querer ouvir as reticências dos chefes militares, perante uma determinada operação.
A situação é tal, que Trump pode falar á vontade, que ninguém o ouve. Mais depressa se ouvirão os muçulmanos, que não têm igualmente fama de falar verdade, em situações de aperto.