Vinagrete 26.03.05 – Portugal ao ataque

A Base das Lajes, noa Açores, apesar de estar a ser usada pelos EUA para atacar o Irão, à margem do Direito Internacional, como é claríssimo e todos os jornalistas repararam, foi bem ou mal cedida para isso por Portugal? Na minha modesta opinião foi mal.

         E porquê? Só o facto de não haver por cá unanimidade sobre o assunto já é significativo. Mas isso é razão para ter sido bem cedida? Volto a opinar que não. Por não querermos levar com um míssil do Irão? Não, não é por isso. Mas temos um secretário geral na ONU, que deve zelar pela aplicação do Direito Internacional. E somos candidatos a um lugar não permanente do seu Conselho de Segurança.

         Então quais são os nossos interesses na matéria? Na minha escassa opinião foram bem elencados numa TV de notícias, pelo embaixador Seixas da Costa, insuspeito na questão, por ter pertencido a um MNE pró-americano, chefiado por Jaime Gama. Dizia ele que os EUA de Trump não são nossos aliados e que depois da queda do Iraque, não vale a pena outra queda na região, que implique um poder regional excessivo. O que também não interessará, digo eu, aos EUA. Mas se Trump não vê isso. não haverá nos EUA quem veja? Claro que sim, a começar pelos militares, que também não quererão o Irão com arma nuclear, apesar de tudo o que Trump fez (a começar por não querer vigiá-lo mais).

Mas como disse alguém numa TV de notícias, Trump era capacíssimo de não ligar á proibição, e entrar mesmo por ali dentro, sobretudo tendo em conta a cobardia deste governo, que não é o de Espanha nem o de Inglaterra. E depois, o MNE, pode não ter jeito para mais, mas tem fama de ser um bom diplomata, a milhas de Barroso, que já fizera tudo para estar na coligação de Bush filho. E teve muito tempo para pensar nisso, enquanto falava com os dirigentes da oposição

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