Donald Trump, com a mania de que é esperto, afasta-se cada vez mais do ocidente, e fala uma linguagem que o aproxima dos regimes muçulmanos e de Putin. Eu diria, como a célebre mãe portuguesa ‘O teu filho que seja esperto, e o meu inteligente’. Senão, vejamos. Trump, pela satisfação de um momento, começou duas guerras, esta e a dos 12 dias, inesperadamente, quando disse que não as fazia. Valeu a pena? Um esperto diria que sim, para aproveitar o efeito surpresa. O inteligente diria não, que seria preferível preparar-se melhor, e não pôr em causa a credibilidade.
Já esperto e inteligente coincidiriam em iniciá-las numa 6ª. à noite, por causa dos mercados.
A forma de Trump falar, a sua voz, a modulação, os auto-elogios, a arrogância do ego, são coisas essencialmente perceptíveis no velho mundo, como o europeu. Mas funcionam em qualquer parte. E são piores num novo-rico, como Trump parece ser. É horrível ouvi-lo.