Os políticos são uma espécie da mulher de César, que já no seu tempo era uma política experiente. Não interessa o que dizem, mas como serão interpretados. E Passos Coelho, que mais nada fez na vida do que ser político, sabe-o muito bem. Mesmo que calcule ter apoiantes, que sendo menos políticos, não o saibam, ou dêem-no a entender. Por exemplo, falou contra a ida de um ex-director da Judiciária para MAI, esquecendo que ele próprio teve um ministro assim, que igualmente foi da Judiciária para MAI. CLaro que Luías Montenegro o az num momento em que está a ser investigado. e ele não. Mas isso não o disse. E se o eleitorado português qur ter um PM que se preocupe mais com os eleitores tem de ser menos reaccionário, e votar um bocadinho mais à esquerda.
Em suma: Passos estará desejoso de voltar à política activa, é ainda muito novo para reformar-se, e gostaria de ser mais querido do que é. Não chega, de facto, para um democrata, ser apenas querido do Chega. Mas é isso que vai constatando, para seu desespero, com as intervenções que vai fazendo e com a recente eleição do PR. A pobreza dos seus apoios. Que só vão do Chega, aos piores comentadores das TVs.