Donald Trump, já se viu, começou a borrifar-se para o Nobel da paz,
e iniciou os ataques por interpostos militares americanos. A forma
como disse estar a borrifar-se para a Lei Internacional, e que só
ligava á sua própria vontade, ficou bem gravada, e não deve ter
agradado aos seus apoiantes de voo menos fixo, o que não augura
nada de bom para o seu futuro. Nada que eu, e os europeus, não
calculássemos já.
A maneira como pediu (exigiu) a Corina Machado que lhe
desse a medalha do Nobel foi ignóbil. E ainda bem que o foi. Esta
queda é típica em todos os ditadores, que assim se desmascaram.
Primeiro, porque o Comité Nobel não lha atribuiu, por qualquer olhar
independente perceber que ele é um guerreiro por interpostas
pessoas, e pouco favorável à paz, como ao contrário do que diz o
próprio se mostrou no conflito da Ucrânia, talvez à espera de fazer o
que fez com o Canadá e a Gronelândia. Depois, porque se Trump
tivesse um mínimo de elegância, e se a ideia da medalha tivesse
partido dela, ele nunca a aceitaria, mesmo que, ou sobretudo se a
merecesse.