Está bem: como bom velhote, acho os políticos de outros tempos, mais antigos mas que ainda foram meus, melhores do que os actuais. Está bem: como excelente velhote, parece-me que nunca houve umas presidenciais tão confrangedoras, por estes candidatos. desde o Ventura à Catarina, passando pelo Cotrim, e etc.
Mas espera aí. Não deve ser só uma questão de idade, porque ainda apreciei alguns candidatos modernos, ou pelo menos deste tempo. São os casos, por exemplo, de Marcelo Rebelo de Sousa (pelo seu bom espírito cristão) e Cavaco Silva (o homem da direita que, mercê do seu enervante pragmatismo, fez a política mais à esquerda em Portugal).
Tanta coisa, para reafirmar o óbvio: que voto em Seguro com toda a segurança, mas que também me servem o almirante das vacinas e Marques Mendes, em quem votarei com todo o gosto, para afastar da convivência colectiva, pessoas como Ventura ou Cotrim.
De Ventura, nem vale a pena dizer mais nada, pois mesmo que as pessoas vão ao engano, querem acreditar em tudo o que ele diz, e não mudarão o sentido do voto. Aconteceu o mesmo com os judeus que votaram no Hitler, e se riram dos que lhe fugiram a tempo.
De Cotrim, talvez. Vale a pena notar o imoral que ele é. E os bons princípios da Igreja Católica, quando Leão XIII, autor entre outras encíclicas da famosa Rerum Novarum, tratou igualmente liberais-capitalistas e comunistas. O actal Papa homenageou-o, ao escolher o nome. E entre os fei tos notáveis de Leão XIII (que também houve outros menos notáveis) conta-se o ter dotado o seu povo de uma doutrina económica da Igreja, muito próxima da deixada por Chesterton (muito embora este tivesse nascido em pleno papado daquele e, portanto, os seus pontos de vista económicos sejam posteriores à Rerum Novarum).