Sou, como todos os outros democratas, favorável à audição no Parlamento da PGR, desde que não seja por uma investigação em particular do MP. Mas também se fosse, dado o ponto a que chegou o MP, não ficaria nada chocado.
O facto de um único partido ter forçado o adiamento da audição (nem foi a eliminação, mas apenas o adiamento), o Chega, mostra os apoios que a PGR tem…)
E, como diz hoje António Barreto no Público, a independência dos magistrados deve ser encarada como um serviço aos cidadãos, e não como um privilégio dos magistrados.
De resto, a ideia de pôr ordem no MP é precisa, foi destacada pela actuação desta PGR (e apenas a ela pode ser assacada, coisa que só o Chega, com a sua habitual falta de entendimento, não percebe), e o último PGR que me lembro de ter a casa com alguma ordem foi Cunha Rodrigues.