Na sua mensagem do Fim do Ano, Putin incluiu, entre outras, duas garantias: uma, é a de que os russos não se dividirão; outra, de que a guerra na Ucrânia é para continuar, mesmo quando não se cita explicitamente a Ucrânia.
Com a acção das Polícias, ninguém esperava que os russos se mostrem divididos, embora na realidade, pelo que se sabe, o estejam.
Quanto ao final da Guerra, já ninguém espera que seja Putin a acabar com ela. Primeiro, será necessário afastar Putin, e para isso se pode contar com as crescentes divisões na Sociedade russa.
Entretanto, a Rússia continua a fazer peito na Ucrânia com enormes bombardeamentos nocturnos, de que finalmente também sabe o sabor. Porque os ucranianos estão mais fortes, apesar das mensagens do ministro da Defesa russo. E as vinganças nunca deram resultado para quem as faz, por muito satisfeito que se mostre por conseguir matar mais do outro lado, como se vê por Israel. De resto, neste guerra os ucranianos lutam com convicção, ao contrário de russos. Convicção que também têm os israelitas, nas suas lutas.