Não havendo políticas sociais sem impostos, eu sou favorável à sua existência (dos impostos). O problema é saber que impostos, e quem deverá pagá-los, numa situação de maior justiça fiscal. De resto, os países mais ricos da Europa (nórdicos) têm impostos altos e até os tratam com ternura.
A carga fiscal aumentar em abstracto, devido a uma maior actividade económica, nem será notícia para o grande público. A quem se dirijam aumentos já sim.
Mas não tem sido esse o entendimento da imprensa portuguesa. Nem sequer nunca vai ver quem acertou ou errou nas previsões económicas, embora haja costumeiros e vezeiros nesses acertos e erros, dando a imprensa nacional sempre imenso destaque às previsões – sejam elas quais forem, e de naturais errantes ou acertadores.
Um dos sucessos deste executivo é contrariar as piores previsões, a que todos se colam na altura.