Acordei surpreendido com a notícia, a que a CE parece ter dado nenhuma importância, de que Bruxelas e Londres tinham chegado a acordo sobre o Brexit. E, no entanto, trata-se de uma das notícias mais inesperadas e surpreendentes que poderíamos imaginar. Pouco

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antes, tudo indicava ser o acordo inalcançável. Porque Inglaterra iria ficar muito pior e com menor soberania, ou perlo menos menor poder, que antes do Brexit.
Por alguma razão Tatcher, apesar das dificuldades levantadas então por Paris, alinhou na Europa. Eu sei que a tradição saxónica é vir ao Continente quando Londres sente necessidade disso, e apenas durante o tempo indispensável, acabando por sair.
Mas os tempos são outros. E agora, fora da UE, a Inglaterra ficará com menos poder do que dentro, e desde logo do que a sua Irlanda.
A nós, por uma questão de relação de forças variável, também nos interessava ter Londres dentro.
Mas como é que os defensores do Brexit, sem quererem recuar, poderão admitir ver o seu país perder poder e autoridade internacional, apenas pelo Brexit? E o novo acordo, que conheceremos certamente depois de May o dar a conhecer aos seus ministros, enfrentando certamente a ira dos que pensavam poder ficar melhor, tem ou não de ser referendado? E o referendo vai permitir o remain ou deitar fora o Brexit?