A equipa do FCP era indiscutivelmente a melhor. Quando vi começar o campeonato, percebi logo que era deles. E manifestei-o convictamente.

E viv’ó Porto, SIC Notícias
Mas o futebol tem as suas coisas, e de repente vi o Penta ao alcance do Benfica. Não seria completamente justo, mas o futebol não vai em justiças, nem em análises muito objectivas. É daquelas coisas cujo maior prazer está atrás de uma bandeira, e num grande clubismo (facciosismo). De modo que, como benfiquista, rejubilaria sempre com o Penta, embora como analista mais frio, achasse sempre que este campeonato deveria ir para o FCP.
O Sporting, esse clube de classes médias, certamente cada vez maior (a acompanhar o aumento das classes médias), que o filme Ruth cola mais ao salazarismo do que o Benfica (pelo menos antes do Eusébio), fica-se pelo Jorge Jesus. No terceiro lugar. Se acabar em segundo, será para mim uma surpresa. Mas a verdade é que os dislates de Bruno de Carvalho puseram, a equipa a jogar mais do que todos esperávamos, e do que o seu treinador faz.
Enfim, sendo eu um benfiquista feliz por ter visto o Jorge Jesus substituído na minha equipa pelo Vitória, tenho pena de que este se diminua perante os clubes maiores – e se passe a dividir aí entre a asneira de decisões e o medo.
De qualquer modo, este ano o FCP merece o campeonato – e não me parece que desta vez o tenha ganho essencialmente por causa das arbitragens estranhas. Parabéns pois ao FCP – apesar de reconhecer o pouco futebolismo deste meu fair play.