Vivam elas, que ao menos têm um Dia. De resto, merecem-no. Ganham muito menos do que os homens, pelo mesmo trabalho, mesmo

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gastando o mesmo nas compras. Como diz um vendedor numa Banda desenhada nacional hoje publicada num jornal, ele não faz diferença de géneros: e cobra o mesmo a homens e mulheres.
Claro que há coisas incompreensíveis, nos tempos que correm, e que se querem de uma igualdade arduamente conquistada, muitas vezes contra as próprias mulheres. Como di<z António Guterres num artigo que assina hoje, não é favor nenhum que se lhes faz, e é actualmente o maior problema de direitos humanos.
Claro que o excesso de feminismo pode cansar um pouco, num momento em que as mentalidades já estão suficientemente amadurecidas para a questão. Mas é que continua a verificar-se um enorme abismo entre as mentalidades e a realidade do dia-a-dia. E como alguém hoje também lembra, há um exagero na classificação de ‘feminismo’. Será isso. Quanto às ruas, nos seus nomes, terem menos mulheres, já me parece bastante natural, tendo em conta as mentalidades de épocas anteriores. Nestas lutas, o melhor é não se ser mais papista do que o Papa – o qual aproveitou o dia para defender a igualdade das mulheres (muito importante numa Igreja Católica, que tem ostentado excessivamente uma mania de superioridade dos homens). Qualquer dia – que me parece ainda longínquo – começamos a precisar também de um Dia dos Homens.