Vi que alguém escreveu sobre o direito a dizer ‘não sou gay’. Talvez a propósito de uma entrevista que o ex-secretário de Estado do

Adolfo Mesquita Nunes, WordPress
Turismo centrista Adolfo Mesquita Nunes deu recentemente ao Expresso, a dizer que é gay. Parece que hoje ficam muito bem estas afirmações de gayíce, e que só é preciso coragem para afirmar publicamente que não se é.
É uma preocupação minha de há uns tempos para cá. Eu não o sou, e prefiro ter filhos que também não são, embora não os tratasse certamente pior se descobrisse que o eram. Mas os que fossem nem precisavam de grande coragem para o afirmar.
Agora os que não o são é que têm de andar por aí pianinho e calados, senão cai-lhes o Carmo e a Trindade em cima. Já agora sempre o digo, sentindo-me muito corajoso, e imaginando as reacções negativas que a coisa suscitará junto de quem me ler: ‘eu não sou gay’. Mesquita Nunes, embora o merecesse certamente por outras razões, parece ter sido escolhido por Cristas para uma posição de maior destaque na sua equipa por ter dito que é gay.