Vinagrete 18.01.15 – No PSD não se podiam esperar grandes diferenças

Aos que criticaram a campanha do PSD por não mostrar maiores diferenças ideológicas e um mais nítítido debate de ideias, só posso dizer que andam enganados. E não ando mal informado, ao ponto de ter a mania que sei tudo. Pegando nas palavras de outra pessoa

Jornal Económico

(acho que foi Honório Novo, do PCP, o primeiro a dizê-lo), nunca seriam de esperar divergências de ideias muito grandes dentro de um partido. Mesmo no PSD, que parece um albergue espanhol de ideologias, e que tem demasiada vocação de Poder.

Repare-se que nem entre o PS e o PSD haveria muitas divergências ideológicas. Houve com Passos, aquele preconceito ideológico, que levou a uma política económica demasiado liberal, que desde a demorada crise de 29 sabia-se ir dar mau resultado. Mas o PS, como o poderia ter feito alguém mais inteligente e menos preconceituoso do PSD, retomou a política económica keynesiana com que o mundo começou a sair da crise em 1933. Porque Passos, para desgosto de muitos liberais, não chegou ao ponto de deitar fora a política social do País – embora dando, como o PS está a dar, uma quantidade enorme de dinheiro para ressarcir os especuladores financeiros.

Nem sequer chego ao ponto de dizer que o PSD está terminado com este PS (estaria, se continuassem as atitudes de Passos e Hugo Soares). Simplesmente, a oposição sai eleitoralmente cara, e o PS encontrou maneira de sair do seu enquistamento político, ao arranjar uma alternativa de governo com os partidos parlamentares da esquerda (mesmo algum radical), como o PSD fazia há muito com a sua direita parlamentar. Mas o seu tempo chegará.

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