Dizia-se que o desentendimento do Ocidente e o resto do Mundo se devia sobretudo à retórica de um e de outro. Por exemplo, alguém afirmava que quando Saddam Hussein, noutros tempos do Iraque, ameaçava os americanos com a mãe de todas as guerras, era

Trump e a Coreia do Norte, YouTube
porque simplesmente começava a ficar um bocado aborrecido e sabia não poder lutar contra os EUA. Por outro lado, constava que quando algum Bush falava na possibilidade de se enervar e fazer guerra, já iam os bombardeiros norte-americanos a caminho do teatro da guerra.
Com Trump a retórica ficou toda igual. Desfaz-se em ameaças tão retoricamente como os adversários do Ocidente, e as suas palavras deixaram de assustar quem quer que seja. Nunca a Coreia do Norte brincou tanto com os EUA, se podemos falar em brincar num caso tão sério, como agora, perante a comprovada incapacidade de Trump (e já nem me interessam as notícias sobre a sua progressiva e demoradíssima saída, embora seja de notar que os seus advogados já não põem em causa as notícias contra ele, mas a forma como foram obtidas as provas).
Entretanto, com a consagração de Hassad na Síria, Putin veio esclarecer o mundo de que a Rússia já é uma potência mais forte do que os EUA de Trump.
Todo o Ocidente terá de ficar preocupado, enquanto a Casa Branca estiver tão mal ocupada. A Europa para já vai tratar da sua própria defesa, sem contar mais com Washington. De qualquer maneira, não se dispensa um fim rápido para Trump, e para esta queda acentuada dos EUA, e com eles, de todo o Ocidente.