Há dias, um diário nacional notava que Viena de Áustria, cidade que aparece normalmente nos topos dos inquéritos de qualidade de vida, é governada por um por cá chamado dinossauro da política, Michael Häupl, desde 1994.

A queda do eleitorado pelo dinossauro mais desagradável, fotografia do Jornal Económico
Nunca tive nada contra os dinossauros autárquicos. Percebo ser apenas uma maneira de afastar do caminho figuras popularíssimas, que de outra forma ganhariam sempre as eleições.
Sou republicano, e acho que os mandatos do chefe do Estado devem ser limitados, para garantirem a democracia. Por isso não aprecio as monarquias modernas de carácter vitalício e onde se chega sem mérito necessário, apenas por se ser de uma família.
Percebi que o PP, ao mostrar-se incapaz de afastar Felipe González da liderança do Governo espanhol, por culpa sua (que nunca conseguiu demarcar-se eficazmente do franquismo), inventasse essa ideia dos mandatos limitados dos chefes do Governo. Daí às autarquias, foi um instantinho enquanto se consumou o disparate completo.
Parece-me pois muito propositado virem os jornais agora lembrar as vantagens do que por cá se chama depreciativamente dinossauros políticos. Será talvez a forma de se conseguirem bons executivos autárquicos. Desde que a democracia seja assegurada pelo limite dos mandatos do Chefe do Estado.