Vinagrete 17.09.14 – O negócio da Banca Nacional

Bancos portugueses, imagem de idealista.pt

Já se sabia que a Banca nunca foi um negócio de bem. Nem por acaso, a Igreja Católica, durante séculos, proibiu os seus fiéis de se dedicarem a esse negócio, muito próximo (ou até coincidente) da usura.

Mas enfim, se queremos, podemos definir assim o negocio da Banca: comprar dinheiro, pagando juros pelos depósitos, para depois o vender, cobrando muito mais juros pelos empréstimos.

Actualmente, a Banca Nacional, embora tenha contribuído

Dinheiro, imagem da RTP

decisivamente para a crise em que nos encontramos com os seus negócios especulativamente ruinosos (e goste mais de dizer que o país, e não ela – com a sua roubalheira e especulação descaradas –, vive acima das sua possibilidades), consegue o apoio de todos os partidos, do governo e da oposição, para as suas tropelias. Que consistem nisto. Limita-se a cobrar comissões abusivas, a uns clientes pressionados a terem contas bancárias. Já nem compra dinheiro, porque carrega as contas com comissões. Vende-se caro por ter lá o dinheiro alheio. E o resto do seu negócio, o empréstimo-roubo às empresas, fundamental para uma boa saúde económica, nem o faz, para não de dar ao trabalho de investigar riscos e não os correr muito.

Neste momento, a Banca, inútil para a Economia, limita-se a roubar, com o apoio de todos os políticos (muitos deles, provavelmente, remunerados por este favor que lhe fazem). E faz a maioria dos empréstimos a particulares, fáceis de esmifrar. Perante a aquiescência de toda a sociedade política activa.

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