Primeiro surgiu a ideia de que há mais reclusos pretos do que brancos, para se concluir que a Justiça portuguesa, no meio de todos os seus males, também é racista. Depois foi a informação de que a maioria dos cargos de topo em Portugal, bem como os lugares das Universidades, são de brancos. Isto até é natural, se tivermos em conta que o país é realmente branco, limitando-se e acolher os

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escuros. Só que então também deveríamos ter mais presos brancos.
O problema é a cor maioritária da comunidade criminosa, apesar do país ser maioritariamente branco. Lembro-me de temer grupos cabo-verdianos cá em Portugal, e de achar que lá, em Cabo Verde, estando eles devidamente enraizados, não pareciam nada perigosos.
Agora pedem-se discriminações positivas, para haver menos pretos nas cadeias, independentemente dos seus crimes, e mais alguns em postos de topo ou em lugares nas universidades, independentemente dos seus méritos.
Percebo que a ideia é tão boa, como a das feministas que defendem privilegiar-se as mulheres, para melhor atingir uma ambicionada igualdade. O pior são as reacções, também bem intencionadas (ou igualmente intencionadas, dado que a sua subjetividade não me deve permitir qualificá-las de boas ou más).
Porque não tratamos apenas de evitar que os pretos (ou negros, numa versão mais racista) desenraizados caiam no crime e que só cheguem aos lugares de topo e nas universidades por mérito próprio, com muito menos racismo do que o constatado nos Estados de maioria negra ou preta? Não seria isso menos racista.