Eu poderia dizer que a dívida pública está demasiado alta. Posso até não me conformar com estas regras que separam a dívida pública negativa de um PIB positivo.
Mas Assunção Cristas? Muito bem: ele fala, fala, fala – e talvez ninguém ligue muito ao que diz. Só que temos visto este género de demagogias render votos. Ainda por cima, sem hipóteses de formar governo (só pode entrar num em ponto pequeno e a reboque). Se não, veremos se este Governo termina algum ano com a dívida pública do seu Executivo (falo daquele em que Cristas participou). Para não falar de outras coisas. Muita sorte tem Cristas do Passos Coelho que lhe calhou, e lhe pôs em frente a Teresa Leal Coelho nas autárquicas de Lisboa. Nem sequer será um grande mérito ganhar-lhe. Penso apenas que será demérito se não o fizer, e não voltar a pôr o CDS à frente do PSD em Lisboa, como nos tempos de Freitas e Amaro da Costa.
Entretanto, o público português tem motivos para celebrar um Governo em que até a atrasada Moody’s já lhe dá uma simples ‘perspectiva’ positiva. E somar isto ao crescimento, mais ao emprego, mais ao menor défice do PIB. De resto, é deixá-la a falar, falar, falar…
Porque também a subida de rating virá mais depressa com esta Geringonça do que com o Governo PSD/CDS (como tofos constatamos, apesar do que dizem os que andaram a atrapalhar-nos). Porque nem chegaria a achar este Governo (a parte do PS, claro) muito mais à esquerda do que o outro (PSD/CDS) – apenas mais competente.