Vinagrete 17.09.05 – Cor-de-rosa e azul

«Dêem-me o direito à diferença, e não me venham com igualdades», estou a vê-la e a ouvi-la, Natália Correia, ainda deputada

Meninos e meninas, direito à diferença, Globo

do PS, com a sua voz teatral, então reconhecidamente progressista (estava ainda longe de se encantar com a AD). Devo dizer que me tocou. E independentemente do politicamente correcto, e de todos os direitos que devem ser reconhecidos às mulheres, também deve estar este: o direito à diferença. Só algumas, talvez mais inseguras, ou ideológicas, querem a igualdade absoluta. Porque são realmente diferentes, mesmo fisicamente. E talvez seja isso que as torna mais encantadoras para nós, heterossexuais (eu sei que hoje é considerado erradíssimo fazer estas profissões de fé). Até cientificamente há, ou havia, sinais distintos para cada sexo.

Mas já imagino muita gente a não querer sequer heterossexuais. Por mim, está bem: cor-de-rosa e azul, meninas e meninos. Bonecas e carrinhos. Já imagino alguns a acharem-me reaccionário. Mas ao menos reconheço esse direito: o direito à diferença.

Isto para já não falar da liberdade editorial – que para muitos deve ser um reaccionarismo serôdio

 

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