
Jornalismo ‘amarelo’ de TV que não ‘aceita emendas’, fotografia de flash.pt
Quando vi um comunicado de uma TV a dizer que não recebia lições de ninguém, lembrei-me daquelas pessoas tão seguras dos seus conhecimentos, por andarem mal informadas. Enfim, quem sabe tudo é mesmo por que anda muito mal informado. Se mesmo na antiguidade, quando o conhecimento genérico era mais compacto e fácil de reunir, Platão dizia que ‘só sei que nada sei’, e se depois ao longo dos séculos, até hoje, a Filosofia foi apurando esse conceito até ao ‘quanto mais sei, melhor sei que nada sei’, porque nos aparecem agora uns ignorantes a quererem saber tudo, e a não gostarem de receber as lições de que tanto necessitam?
Houve jornalistas a explorarem os mortos em directo, nas TVs. Claro que é errado. Ou então jornalismo ‘amarelo’. Mas vê-se assim que , em Portugal, aos jornalistas puxa-lhes muito o pé para a chinela, que é como quem diz, para o chamado ‘jornalismo amarelo’.
Entretanto, também me incomodam os comentadores e outros justiceiros que em vez de quererem resolver os problemas, preferem gritar por sangue e culpados. Pior quando isso vem de partidos que têm andado pelos governos. Li num jornal, por exemplo, que o anterior Executivo tinha deixado de fazer avaliações anuais aos sistemas de combate de incêndios. Pois deve ser dessa gente que vêm os maiores pedidos de sangue imediato (que devia começar por ser o deles próprios).

Fotografia de lusopt.pt
Estou convencido que, avaliando-se seriamente responsabilidades, não há um político ou um partido de pendor executivo que se safe. A minha religião, católica e cristã, tem um bom princípio para estas coisas: ‘Assim como julgares, serás julgado’.
Por outro lado, sempre fui defensor da democracia indirecta e representativa, por não gostar que se tomem decisões a quente – mas sim em diferido. Mas lá indica tudo que Governo e Parlamento se preparam para aprovar agora, bem a quente, medidas que deveriam surgir mais tarde, a frio, e com valor para evitar realmente situações tão trágicas como a vivida agora em Pedrógão. Será que é melhor mau e a quente do que nada a frio?
Claro que esconder-se atrás de um pseudónimo desconhecido e não usado (identificável) para dizer o que vem à cabeça é pior: anti-deontológico