
Fotografia do Jornal Económico
Afinal António Costa não forjou às escondidas a candidatura de Lisboa à Agência do Medicamento. Primeiro, porque depende de uma coligação de partidos que o apoiam no Parlamento – e a própria Assembleia debateu à muito e votou a tal candidatura. Se muitos não deram por isso, talvez comecem por não merecer o lugar que têm.
Diz-se ter sido António Costa a lembrar-se de tentar avançar com outras candidaturas (Porto, Braga ou Coimbra, por exemplo). Mas foi depois informado de que a candidatura só teria sucesso se fosse de Lisboa, por causa das necessidades logísticas da Agência pretendida.
Ninguém contou foi com a determinação paroquial e provinciana

Votação no Parlamento, fotografia do Público
(admito, embora sem provas, que o excesso de centralismo lisboeta provoque aqueles males noutras cidades que deveriam já ter comportamentos mais adultos) do Porto. Afinal, o Porto nem é o mundo, nem sequer uma grande cidade. É uma cidadezinha de província, cheia de complexos, disposta a inviabilizar a vinda para Portugal de uma Agência Internacional, por não ficar ela com o que considera um ‘brinquedo’. Apesar de Rui Moreira, o seu Presidente da Câmara, vir agora di<er que quer estar apenas representado na Comissão que reivindica a agência para Portugal, e que não a exige tanto para o Porto.
Que importa? De uma assentada, os partidos (não apenas o PSD e o CDS , mas todos) ignoraram uma decisão da Assembleia da República que já deliberara sobre a matéria. E entretanto, Paris e Berlim parecem ter chegado a acordo para dividirem entre si as 2 agências europeias que têm estado em Inglaterra.