Vinagrete 17.06.05 – Abaixo os super juízes

Quem nos livra dos superjuízes?, fotografia do Jornal Económico

Fiquei com a ideia de que se chamam superjuízes a uns magistrados particularmente nocivos, que se impõem à Justiça com injustiças mediáticas, mas que contam precisamente com o entusiasmo do pior da imprensa mundial. Para já, essa imprensa, não percebendo que quando esta gente chega ao poder quer controlá-la, ou manipulá-la, ou censurá-la, não se choca por ver os magistrados imiscuírem-se na política. E entrei no Estoril, vindo da A-5, a ver aquelas carinhas aumentadíssimas em cartaz, logo na primeira rotunda.

Fazem-no normalmente mal. Vamos passar por cima do italiano, Di

Este malandro andou por aí a abarbatar mil euros supostamente emprestados?, foto do CM

Pietro, porque conheço pior, e se tem de haver com a MAFIA característica do seu país, embora não me pareça bem querer impor-se ao poder político eleito (por muito triste e desavisado que seja o comportamento dos eleitores de hoje). Vejamos o brasileiro, Sérgio Moro: conseguiu afastar da Presidência do Brasil a única pessoa contra quem não são conhecidos processos concretos, para deixar lá os corruptos a sério. De resto, fico perplexo quando oiço dizer que o exemplo brasileiro é que comprova as vantagens da delacção (cá chama-se ‘colaboração’, por causa da má imagem dos bufos pidescos) premiada. Há sempre um malíssimo que se safa, só por acusar um mauzinho.

 

Uma espécie de super juis, ou seja, pessoa sem dúvidas, obviamente mal informada (e mal formada), fotografia de zap.aeiou,pt

E o espanhol, Garzón? Andou por dentro do poder, a arranjar provas contra ele próprio. Claro que não se acusa a si. E goza os favores da imprensa mais desprevenida e embevecida. Mas é um mau político metido a mau juiz.

E o português? Segundo li nos jornais, até dinheiro andou a pedir, por gastar acima das suas possibilidades (já de si bem largas, comparando com o resto do funcionalismo público). Terá sido mesmo por uns miseráveis 10 mil euros? Será ele assim tão miserável? Enfim, lá o vamos sofrendo, com o horror de que um dia nos bata à porta com a sua falta de escrúpulos. Mais um exibicionista (imagino que levará sempre uma TV ao lado), que estava mais talhado para ser mau político do que o mau juiz que é.

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