Vinagrete 17.03.27 – Impossível deter atentados artesanais

Atentado de Londres, fotografia da RTP

O Estado Islâmico, quanto mais fraco e incapacitado, mais perigoso se torna, embora não possamos abrandar o seu combate.

Já não consegue fazer atentados importantes. Mas ainda assim semeia o pânico entre os europeus, que talvez valorizem demasiado a vida nos seus valores. É impossível travar um louco qualquer, que com um simples carro ou uma despojada faca, avança contra os cidadãos, a matar os que pode. Seria até possível imaginar outras formas igualmente artesanais e difíceis de detectar. Só me surpreende a eficácia dos serviços de informação ocidentais, que ainda assim têm conseguido deter inúmeros atentados, muito mais do que os verificados.

Fotografia de Cada Minuto

O único problema é que a História nos ensina que as civilizações mais avançadas são normalmente conquistadas com facilidade por movimentos primários e bárbaros. Os quais, depois de devidamente civilizados, normalmente caem por sua vez às mãos de outros mais bárbaros.

Pelos vistos, não vai acontecer isso durante as nossas vidas,, e talvez também não nas próximas gerações. Porque o Ocidente, ultimamente, tem demonstrado capacidade para reagir às suas próprias incapacidades.

Veja-se a Europa, que apesar de Schauble, e da medíocre liderança do Eurogrupo, se tem sabido manter bem à tona, e provavelmente vai ultrapassar a crise agravada por Schauble e

Atentados de pistola com armas acessíveis, mais usuais nos EUA, fotografia da Veja

Dijsselblom (o boçal inominável, que na ânsia de manter um lugar, é tão desajeitado, que acaba por forçar mesmo a sua perda). Embora a desfavor, tenha de se lembrar que a descuidada Merkel deve hoje ser considerada um achado civilizacional.

Entretanto, notícias optimistas: outros terrorismos igualmente assassinos e tresloucados, como os dos Baader-Meinhof, Brigadas Vermelhas, ETA, FP-25, etc. (bem sei que estes provêm de meios mais localizados e civilizados), também acabaram de vez. Mesmo alguns árabes também se foram de vez.

Deixe um comentário