Para quem não sabe, falou-se de ‘acalmação’ a propósito da política que D. Manuel II decidiu seguir, após a morte do Pai. Sabe-se o resultado que deu: a Monarquia substituída pela República em 2 anos. Também se sabe o resultado que deu a acalmação geral perante Hitler: a Europa toda numa guerra a ferro e fogo.
Pois agora foi preciso o Tribunal Europeu de Justiça decretar que as empresas nos países comunitários podem proibir o uso do véu islâmico nos locais de trabalho. Por causa de uma belga, Samira Achbita, recepcionista da empresa G4S Secure Solutions, e uma francesa, Asma Bougnaoui, engenheira de design, que não levaram a bem proibirem-lhes o véu, e preferiram ser despedidas.

Justiça europeia, fotografia do Sapo
França, Bélgica, Bulgária e algumas autarquias suíças já aprovaram legislação que proíbe o uso do véu islâmico em espaços públicos. Merkel admite lei semelhante na Alemanha. Entretanto, em todo o mundo civilizado, e mesmo no menos civilizado, as empresas são livres de exigirem o respeito por certos códigos de vestuário.
Claro que isto não interessa aos ‘acalmadores’ internacionais, e sobretudo nacionais, que acham sempre pior nós, os ocidentais, gostarmos que outras civilizações instaladas no nosso território respeitem as suas leis. De resto muito mais tolerantes do que no mundo muçulmano, onde um autoritário como Erdogan (talvez o menos autoritário que por lá se vê), praticamente um nazi-fascista, resolva acabar de vez com o significado das palavras, e chamar ele fascistas e nazis aos mais moderados governantes europeus.

Fotografia da SIC Notícias
Então os ‘acalmadores’ acham incendiário pedir a quem aqui se instala muito menos do que eles exigem nas suas terras, sobretudo símbolos de falta de tolerância e que diminuem as mulheres. Pois então o que estão cá a fazer essas mulheres? Só a tentarem desafiar-nos, encostados aos ‘acalmadores’ ‘bem pensantes’ com acesso aos jornais mas sem influência eleitoral?
Talvez eu também fosse demasiado cobarde para decidir como o TEJ. Mas ao menos ele é nosso, e defende os nossos valores de tolerância, coisa que as desafiadoras não fazem, nem os seus queridos ‘acalmadores’ (que talvez sonhem com as mulheres muito submissas, representadas pelo tal véu islâmico).