Vinagrete 17.01.09 – Vilar na CGD é o melhor

Rui Vilar, fotografia da SIC Notícias

Rui Vilar, fotografia da SIC Notícias

Afinal, António Domingues não deixou a CGD descalça. Está lá, a assegurar a sua gestão, Rui Vilar, que me parece ser a melhor opção de todas – até pela experiência meritória que já teve naquele cargo, quando levou a CGD de um mau Banco a outro óptimo. E sei do que falo, porque era cliente forçado dele em Portugal, dos tempos em que todos os funcionários públicos tinham de o ser, e passei a usá-lo por opção pessoal (o que já nem valerá a pena).

Fotografia do Porto Canal

Fotografia do Porto Canal

Portanto, talvez nem seja mau, para os contribuintes e para a CGD, para os clientes (enfim, para quase toda a gente, com exceção das elites políticas em funções), o BCE demorar muito a aprovar a nomeação de Paulo Macedo.

P.S. – Escuso de escrever sobre o Dr. Mário Soares, porque todos escrevem. Também eu tive histórias pessoais com ele, quer como jornalista, logo a seguir ao 25 de Abril, quer como funcionário do Estado (conselheiro de Imprensa em Madrid), qualidade em que o apanhei como Presidente da República.

Só me venho referir ao assunto porque reparo em que os que dizem pior dele são os que não tiveram a

Fotografia do Público

Fotografia do Público

sua coragem, e o deixaram por cá a resistir ao cunhalismo-stalinismo.

Valerá a pena recordar como ele teve 2 aspectos essenciais, que foi a formalidade com que sempre defendeu a democracia orgânica e a descolonização? Estou à vontade porque não tendo votado nele (enfim, votei uma vez), reparo que concordo no essencial com tudo o que defendeu – com mais visão do que eu. Que demorei tanto a perceber que os eleitores não podem impor a sua vontade, mas um encontro negociado de vontades – depois de contados os votos. E como simpatizo com a sua falta de pragmatismo na relação com os africanos ditadores (tão própria por exemplo das cúpulas do PSD), embora se extasiasse com os africanos mais evoluídos, de que podemos salientar os casos extremos dos cabo-verdianos (quase todos) ou de um Senghor.

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