Vinagrete 17.01.08 – Iraque ensina Democracia e Justiça

imunidade-diplomaticaO Iraque pode dar-se ao luxo de ensinar Democracia e Justiça a um País tão atrasado como Portugal, na questão das imunidades diplomáticas.

Não vou insistir aqui que as imunidades diplomáticas não servem para crimes do foro comum, nem dar mais exemplos de imunidades diplomáticas que não são tidas em consideração pelos países mais avançados e civilizados quando se trata de combater esse tipo de crimes comuns. A Justiça e o Governo portugueses, muito habituados a não funcionarem demasiado na área da Justiça, pelos vistos aproveitaram a imunidade diplomática para não fazerem nada no caso dos gémeos iraquianos que tentaram matar um miúdo de Ponte Sor.

Gémeos filhos do embaixador do Iraque, fotografia do JN

Gémeos filhos do embaixador do Iraque, fotografia do JN

Parece que de qualquer maneira, se o inquérito avançasse normalmente e legalmente, sem se refugiar em desculpas esfarrapadas sobre supostas imunidades diplomáticas, a Justiça tão pouco iria longe, com a desculpa de os criminosos serem menores de idade (o que também é muito normal em países de civilização ‘meia-coisa’, como diria muito expressivamente a minha

Apanhado sem imunidade diplomática (talvez por questões menores)

Apanhado sem imunidade diplomática (talvez por questões menores)

mulher).

E enfim: aí temos o Iraque, que não é exemplo para ninguém, mas sim para Portugal. Até respeitou o prazo dado pelo nosso Governo, através do MNE, para, em vez de levantar a tal disparatada imunidade diplomática (que aqui nem existe), pedir mais esclarecimentos jurídicos sobre a matéria. Às tantas, a Justiça ainda vai ter de se mexer, apesar da desculpa da imunidade diplomática. E esta, hem?!…

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